A economia brasileira desde o início dos anos 90 vem enfrentando um grave processo de desindustrialização que está sendo estudada e discutida há anos, mas até hoje ainda não encontraram uma solução eficaz para curar essa epidemia que vem aumentando com o passar dos anos.
Hoje a indústria nacional voltada para exportação, sente na pele os reflexos da desindustrialização já que a valorização do real resulta na perda de competitividade industrial pela valorização do câmbio. Consequentemente, o produto brasileiro fica mais caro para vender lá fora e o produto importado ficou muito barato. Além disso, estamos favorecendo a importação de bens que, de outra maneira, poderiam ser produzidos tranquilamente no País. Sobretudo as manufaturas brasileiras. As conseqüências a longo prazo são as perdas das linhas de produção que são importantes para a malha industrial do País e para as cadeias de produção. Com a desindustrialização, começa-se a perder substância industrial, como já estava demonstrado em relação a vários setores, como autopeças, componentes eletrônicos, têxtil e de vestuário. O prejuízo a longo prazo é causar buracos na estrutura industrial do País.
A posição correta seria garantir o crescimento equilibrado, no entanto, parece evidente que qualquer proposta para evitar ou enfrentar esse mal deve passar pela redução da taxa de juros. E até mesmo por medidas que contribuam para trazer o real a níveis realistas de taxa de câmbio, com algum tipo de desvalorização em relação às demais moedas do mundo.
Essas e outras questões serão debatidas no seminário por estudantes, economistas, comunicólogos e grandes empresários. As opiniões surgidas no encontro serão a base para a formulação de um documento com propostas do setor industrial que será encaminhado às autoridades.
O encontro acontecerá na sede da Fiemg, à Avenida do Contorno, 4456, em Belo Horizonte (MG). Para participar, basta confirmar presença pelo e-mail relacionamento@fiemg.com.br ou pelo telefone (31) 3263-4404.
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